Óleo no Nordeste
- Bio Logus Jr
- 13 de nov. de 2019
- 2 min de leitura
Durante os últimos meses tivemos um bombardeamento de informações sobre a atual situação do Nordeste, as quais dificultam o entendimento sobre o assunto. Assim,
buscaremos proporcionar um panorama geral do que está acontecendo com a região.

O caso completou dois meses no dia 30 de outubro e teve sua primeira ocorrência noticiada nas praias de Jacumã e Tambaba (em Paraíba). Achavam que era apenas poluição local, mas até o momento o óleo já contaminou todos os Estados da região Nordeste e chegou em algumas prais do Espírito Santo, demonstrando a gravidade do problema que afeta a biota das áreas e a população residente.
Analisando as amostras da substância, tivemos um relatório da Petrobrás que afirmava a origem venezuelana do "petróleo cru", no entanto, apontaram um navio grego como suspeito pelo derramamento de petróleo. A embarcação Bouboulina teria saído da Venezuela e se dirigido à Cidade do Cabo, na África do Sul, passando pela costa paraibana no dia 28 de julho (noticiaram o aparecimento das manchas no mar dia 29 de julho e a chegada às prais no dia 30 de agosto), para seguir à Malásia e realizar a transferência de carga para outro navio com o sistema AIS (Sistema Automático de Identificação) desligado.

A empresa Delta Tankers nega acusação sobre Bouboulina e outros estudos recentes proporcionados pela UFAL mostram que havia outra mancha de petróleo na altura do Rio Grande do Norte no dia 24 de julho, descartando a possibilidade do navio grego ser o responsável pela situação. Desta forma, um "navio-fantasma", caracterizado por desligar seu sistema de rastreamento por satélite para contornar os obstáculos propostos pelos EUA, que restringe a venda do produto venezuelano, teria sido um novo alvo de acusações.
As investigações irão prosseguir, ao passo que novas manchas de petróleo chegam ao litoral. A população continuará se submetendo à riscos ao entrar em contato com a substância que contém benzeno, tolueno e xileno (gases voláteis tóxicos) e o governo mostrando determinada negligência em relação aos assuntos ambientais (começaram agir 41 dias após os primeiros alertas). Os recifes de corais estão sendo prejudicados, assim como a alimentação das tartarugas, por causa das irritações em suas mucosas intestinais. Além disso, o desenvolvimento das algas pode comprometer-se ainda mais. O "desastre" está deixando consequências que levarão décadas para serem reparadas, de acordo com pesquisadores, e não conseguiremos mitigar o contexto sem o auxílio necessário.




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